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Rio Grande, 19 de agosto de 2017

O Projeto

O Projeto Furgbol é uma iniciativa do Núcleo de Automação e Computação da Universidade Federal de Rio Grande (FURG) . Tendo inicialmente desenvolvido um time de robôs móveis autônomos, para participação em campeonatos de futebol de robôs na categoria Small Size, a equipe agora participa também das categorias de Mixed-Reality, onde há uma mistura de simulação e realidade: os robôs são reais; o campo e a bola, por sua vez, são virtuais.

O projeto, que existe desde de 2001, conta com a participação de diversos alunos do curso de Engenharia de Computação sob a coordenação da Prof. Dr. Silvia Botelho. Sagramo-nos hexacampeões Brasileiros de Futebol de robôs, tendo sido o nome do Rio Grande do Sul divulgado na mídia nacional, como centro de desenvolvimento de tecnologia de ponta.

 

O Futebol de Robôs

Embora a maioria das pessoas que conhecem o projeto o vejam como um projeto de carater lúdico, o futebol de robôs é um excelente ambiente para testes e desenvolvimento de técnicas de diversas áreas da engenharia e da ciência da computação, podendo serem citados, mas não restrito a estes, conhecimentos em robótica móvel, visão computacional e inteligência artificial. Dentre as maiores implicações deste tipo de projeto está a busca por soluções eficientes, otimizadas e precisas para aplicações em tempo real em um ambiente dinâmico.

O teste prático de todo o desenvolvimento em torno do futebol de robôs é feito através de competições, como os campeonatos subsidiados pela RoboCup. A robocup é um projeto integrado de alcance internacional, que tem como principal objetivo o desenvolvimento de um time de robôs humanóides completamente autônomos que possa vencer um jogo contra adversários humanos, e realiza diversas competições, tanto locais quanto internacionais.

 

O time Small-Size

O time furgbol participa da categoria F180 Small-Size especificada pela Robocup, que limita o tamanho dos robôs a no máximo 18cm de diâmetro por aproximadamente 15cm de altura. Como importante caracteristica dos robôs está a omnidirecionalidade, através de rodas especiais com dois graus de liberdade, permitindo que o robô movimente-se em qualquer direção sem a necessidade de rotações em torno do próprio eixo. A arquitetura resume-se basicamente em uma central deliberativa (software) que engloba desde a parte de segmentação de imagens e localização de objetos em campo até a tomada de decisões sobre os dados obtidos pelo processo de segmentação e reconhecimento; um módulo de comunicação, para transmissão de dados entre o computador central e os robôs; e controle embarcado, que engloba toda a parte de hardware, ou seja, mecânica e eletrônica dos robôs.

As principais preocupações no desenvolvimento do projeto são a eficiência em ambiente dinâmico através de soluções em tempo real, ou seja, são necessários o uso de técnicas que lidem com todo o tipo de variação no ambiente, como iluminação não uniforme, interferências em transmissão de dados, em função até mesmo da própria dinâmica do jogo, mas de forma que os resultados obtidos possam ser aplicados em tempo real para que toda essa movimentação em campo possa ser acompanhada instante a instante.

E os principais objetivos são a automia, uma vez que todas as decisões devem ser tomadas pelo computador sem qualquer intervenção humana, aliada a um baixo custo de produção e manutenção.


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